Putaway: métodos e práticas para armazenagem eficiente
Quando comecei a estudar a fundo a gestão de estoques, logo percebi a importância de pensar não apenas no recebimento dos produtos, mas principalmente em como organizá-los no armazém. Foi aí que me deparei com o conceito de putaway: o processo estruturado e inteligente de armazenar itens recém-recebidos nas posições certas. Esse processo vai muito além de simplesmente colocar as caixas em qualquer prateleira vaga. Uma armazenagem bem planejada faz toda diferença na rotina logística.
O que é putaway e por que faz diferença?
Em minhas experiências profissionais, notei que muitas empresas negligenciam o momento do armazenamento. Por falta de método, perdem tempo procurando produtos, duplicam movimentações e aumentam riscos de erro. O termo putaway é usado justamente para designar o conjunto de tarefas, fluxos e regras que orientam como os itens são levados do recebimento para as posições de estoque.
Quando aplicamos boas práticas nesse momento, garantimos:
- Redução de extravios;
- Rapidez nas próximas etapas, como separação de pedidos;
- Uso mais eficaz do espaço disponível;
- Menos erros de picking e expedição.
Armazenar bem é o primeiro passo para entregar bem.
Empresas que investem em sistemas modernos, como o GTI PLUG, tornam esse processo mais transparente e mensurável. Visualizar o estoque em tempo real e padronizar a entrada dos itens já é meio caminho andado para um fluxo ágil.
Principais métodos usados no putaway
Cada operação pode escolher um método específico ou combinar abordagens. Varia conforme o perfil dos itens, o tipo de armazém, categorias e até sazonalidade. Em minha análise, estes são os mais comuns:
Putaway direto
É a forma mais rápida, pois parte do princípio de que o local de armazenamento já está predefinido e disponível. Assim que o item chega, ele é levado para o seu endereço fixo. Ideal para produtos de alto giro ou mercadorias sensíveis ao tempo, como medicamentos ou alimentos perecíveis.
Putaway fixo
Aqui, cada item possui sempre a mesma posição. Funciona bem para estoques regulares e facilita a rotina dos operadores. Vi empresas que conseguem treinar novos colaboradores rapidamente, pois a lógica dos endereços se mantém constante.
Putaway indireto
Nesse caso, os produtos chegam a uma área intermediária, aguardando movimentação posterior para o local definitivo. Esse método é útil quando há checagem de qualidade, quarentena, ou processos fiscais antes da estocagem final.
Putaway caótico (ou dinâmico)
Muito comum em operações de grande porte e alta rotatividade, usa um sistema inteligente para distribuir os itens onde houver espaço livre, sem definir previamente posições fixas. O segredo, nesse caso, é usar um software de gestão (como o próprio GTI PLUG) que registre o local exato de cada produto. Isso amplia o aproveitamento do espaço e diminui a necessidade de movimentação interna.
Tecnologia e precisão: WMS, códigos de barras e RFID
O salto de qualidade no putaway acontece quando unimos métodos bem definidos com tecnologia. Em minha rotina, percebi como sistemas WMS (Warehouse Management System) mudam o jogo. Um WMS permite registrar, em tempo real, o local de cada item, otimizando buscas, movimentações e inventários.
Além disso, dispositivos como coletores, leitores de códigos de barras ou RFID reduzem ainda mais os erros humanos. A cada movimentação, o colaborador escaneia o item e o endereço, garantindo que a informação registrada no sistema corresponde exatamente à realidade física do estoque.
Já testemunhei situações em que o uso de tecnologia na armazenagem reduziu drasticamente o tempo de localização de produtos e, consequentemente, o número de atrasos nas expedições. Esse tema, inclusive, está muito presente em conteúdos sobre automação logística.
Como definir a melhor localização para cada item?
Para alguns, escolher onde guardar cada produto pode parecer apenas uma questão de espaço, mas, depois de muitos projetos, aprendi que a estratégia faz toda diferença. Para decidir, costumo considerar:
- Categoria do produto (classe, família ou setor);
- Tipo e dimensões da embalagem;
- Volume de giro e frequência de saída;
- Se o item exige algum tratamento especial (temperatura, segurança, etc.).
Produtos de alto giro ficam mais acessíveis e próximos às áreas de expedição. Já os de baixa rotatividade ocupam posições superiores ou mais distantes. Assim, minimizamos deslocamentos e ganhamos velocidade na separação de pedidos.
Outra dica que aplico é a análise de sazonalidade. Em datas como Black Friday ou Natal, migrar os itens mais buscados para locais estratégicos agiliza todo o fluxo. Esse tipo de abordagem pode ser aprofundado na seção de gestão de estoques do blog.
Treinamento, automação e integração fazem a diferença
Vi muitos armazéns cheios de tecnologia acumularem falhas por falta de fluxo de trabalho claro. Por isso, defendo o investimento em treinamentos regulares. As equipes precisam compreender não só como executar, mas por que executar do modo certo.
Integrar WMS a outros sistemas, como ERPs e plataformas de e-commerce, fecha o ciclo do controle: a informação flui automaticamente entre os pontos, evitando retrabalho. O GTI PLUG, por exemplo, permite essa conexão de ponta a ponta.
Além disso, workflows automatizados para aprovações, alertas de falha ou recomendações de posição elevam o nível da operação. Os resultados são facilmente percebidos – menos rupturas de estoque, agilidade em inventários e satisfação do cliente final.
Resultados de um putaway organizado no dia a dia
Na prática, os maiores ganhos que registro com processos de putaway bem desenhados são:
- Redução de erros nas entregas;
- Maior aproveitamento do espaço físico;
- Agilidade na preparação de pedidos;
- Menor índice de retrabalho e deslocamentos desnecessários;
- Equipe mais confiante e autônoma.
O putaway pode ser um divisor de águas. Se ficou com interesse em aprofundar, recomendo acessar materiais como este conteúdo sobre logística e também cases práticos de implementação já publicados no blog.
Conclusão
Após analisar inúmeros cenários, cheguei à certeza de que organizar o armazenamento dos produtos com método é um dos grandes diferenciais competitivos no mercado logístico atual. O apoio de um sistema robusto, como o GTI PLUG, aliado ao uso de tecnologias modernas e capacitação da equipe, transforma o dia a dia do estoque, reduz falhas e ajuda a entregar melhores resultados aos clientes.
Que tal experimentar essa transformação na sua empresa? Agende uma demonstração gratuita com um especialista do GTI PLUG e veja os benefícios do putaway inteligente na prática.
Perguntas frequentes sobre Putaway
O que é o processo de Putaway?
Putaway é o processo de levar os produtos recebidos até as posições de armazenamento dentro do armazém, de forma organizada, seguindo regras pré-definidas para cada tipo de item. Assim, reduz-se o tempo de localização dos itens e aumentam-se a confiança e a precisão das operações.
Quais são os principais métodos de Putaway?
Os métodos mais usados são o direto (para posições já definidas), fixo (item sempre no mesmo lugar), indireto (passando antes por áreas intermediárias) e dinâmico (endereçamento flexível conforme a disponibilidade). A escolha depende do perfil do estoque e das necessidades do negócio.
Como otimizar o armazenamento com Putaway?
Isso passa pela definição de critérios como giro, tamanho, categoria e sazonalidade dos itens. O uso de sistemas WMS, códigos de barras ou RFID aumenta muito a precisão. Veja um exemplo detalhado de aplicação desses conceitos.
Quais vantagens o Putaway traz para o estoque?
Entre as principais vantagens estão a redução de erros, melhoria na velocidade de separação de pedidos, uso mais eficiente do espaço e ganho de produtividade do time. Além disso, o putaway organizado diminui perdas, retrabalho e traz melhores resultados no inventário físico.
Putaway serve para todo tipo de armazém?
Sim, todos os tipos de armazéns, desde pequenos centros de distribuição até grandes operadores logísticos, se beneficiam de um processo estruturado de armazenamento. O segredo está em ajustar o método à realidade do negócio e usar sistemas adequados ao porte e à complexidade das operações.
Putaway caótico (ou dinâmico)